sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Comportamentalismo - Um Resumo

Hum. Boa tarde.

A ideia do blog é reunir tudo que produzimos nesse semestre. Eu produzi quatro textos, sobre os quatro clichês das licenciaturas: Skinner, Piaget, Vygotsky e Wallon. Vou postar na ordem que eu escrevi sobre eles e suas teorias. Hoje a gente começa com Skinner. Caso se interesse por ele, é só clicar pra ler.





·         Dois tipos de comportamento:

à Respondente: Outrora conhecido por “reflexo”, este comportamento “responde” automaticamente aos estímulos impostos (eliciados) a ele, como quando a pupila se contrai quando um feixe de luz é jogado contra ela. É inexorável e alheio à nossa vontade.

à Operante: Outrora conhecido por “voluntário”, este comportamento é mais abrangente, ocorrendo sempre que algo provoca algum efeito sobre ou faz algo ao mundo ao seu redor. Os estímulos que o provocam não são inexoráveis, previsíveis nem automáticos.

·         Dois tipos de condicionamento:

à Respondente: Ocorre quando um comportamento respondente é pareado (induzido quase simultaneamente a outro estímulo, poucos segundos antes desse) a um estímulo neutro, o que, depois de algumas repetições, levará a um cenário em que o estímulo neutro eliciará um comportamento respondente. Por exemplo, se você tocar música poucos segundos antes de fornecer a alguém sua comida favorita (o que a fará salivar), haverá uma hora que a música será capaz de provocar a salivação sozinha.

à Operante: Ocorre quase da mesma forma que o respondente, só que a reação nunca pode ser antecipada, pois não é inexorável.

·         Dois tipos de reflexo:

à Condicionado: São os que ocorrem de maneira “artificial” nos pareamentos. Nos exemplos anteriores, salivar com comida é natural; salivar com música, não: ele foi condicionado.

à Incondicionado: É o que acontece de forma natural e inexorável em um dado contexto, como a salivação diante de comida e a contração da pupila diante de luz.

·         Dois tipos de estímulo:

à Neutro: São os que, em condições normais, não provocam um comportamento respondente, como a música, que em geral não provoca salivação.

à Eliciador: É o que invariavelmente causa a resposta esperada e previsível, como a comida, que provoca salivação.

·         Dois conceitos da Lei do Efeito:

à Força: É a frequência com a qual o ato ocorre. Reforçamento é o que se observa quando a frequência do comportamento (força) aumenta.

à Consequência: É o que o próprio nome indica mesmo.

·         Dois tipos de reforço:

à Positivo: São os que atuam para fortalecer um comportamento que o precedeu.

à Negativo: É o que tanto fortalece a resposta que remove um comportamento quanto o que enfraquece a resposta que produz um comportamento. Ex: cobrir os olhos diante de uma luz muito forte “fortalece a resposta”, visto que a gente sempre tentará cobrir os olhos para se livrar do incômodo; cobrir o seio com café para o bebê parar de mamar é um exemplo de “enfraquecimento da resposta”, pois se o bebê provar aquele gosto amargo sempre que quiser mamar, uma hora ele vai parar de querer mamar para evitar o sabor do café. Isso seria a extinção do comportamento, pois ele pode sumir completamente ao invés de apenas diminuir.

·         Reforçamentos e intervalos:

à Intermitente: Ocorre quando a recompensa é oferecida alternadamente ao invés de sempre. A recompensa ocorre em intervalos de tempo regulares, que podem ser fixos ou variáveis.

à Comportamento supersticioso: Quando a recompensa é oferecida “à toa”, a pessoa pode escolher um comportamento aleatório para gerar aquela recompensa achando que funcionará sempre da mesma forma.

·         Punição: Um método controverso que utiliza reforçamentos negativos muito aversivos para extinguir um comportamento indesejado, como agressões físicas, choques elétricos, ofensas pesadas, etc.

·         Contingência: É a situação ou o estímulo criados para que uma resposta seja gerada. O comportamento supersticioso deriva de um reforçamento não contingente, isto é, como nada é exigido, o reforço que era a resposta pode ser “qualquer coisa”.

·      Generalização: Ocorre quando se generaliza uma resposta. Se você cumprimentar uma criança por ela chamar um cachorro de au au, ela pode acabar chamando qualquer quadrúpede de au au. Eu antigamente dizia que uma televisão sem sintonia tinha “dormido”, pois, quando a perna ficava dormente, parecia formigar como o preto e branco da TV sem sinal. Fazia todo o sentido quando eu tinha seis anos de idade.

 EXTRA: Skinner me foi muito útil esse ano. Meu cachorrinho estava MORRENDO de medo da casinha nova que compramos para ele. Foi preciso um dia inteiro de muito ~reforçamento positivo~ e carinho, mas no fim ele aprendeu a usar e confiar na casinha dele!


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