A ideia do blog é reunir tudo que produzimos nesse semestre. Eu produzi quatro textos, sobre os quatro clichês das licenciaturas: Skinner, Piaget, Vygotsky e Wallon. Vou postar na ordem que eu escrevi sobre eles e suas teorias. Hoje a gente começa com Skinner. Caso se interesse por ele, é só clicar pra ler.
· Dois tipos de comportamento:
à Respondente: Outrora
conhecido por “reflexo”, este comportamento “responde” automaticamente aos
estímulos impostos (eliciados) a ele, como quando a pupila se contrai quando um
feixe de luz é jogado contra ela. É inexorável e alheio à nossa vontade.
à Operante: Outrora
conhecido por “voluntário”, este comportamento é mais abrangente, ocorrendo
sempre que algo provoca algum efeito sobre ou faz algo ao mundo ao seu redor.
Os estímulos que o provocam não são inexoráveis, previsíveis nem automáticos.
·
Dois
tipos de condicionamento:
à Respondente: Ocorre
quando um comportamento respondente é pareado (induzido quase simultaneamente a
outro estímulo, poucos segundos antes desse) a um estímulo neutro, o que, depois
de algumas repetições, levará a um cenário em que o estímulo neutro eliciará um
comportamento respondente. Por exemplo, se você tocar música poucos segundos
antes de fornecer a alguém sua comida favorita (o que a fará salivar), haverá
uma hora que a música será capaz de provocar a salivação sozinha.
à Operante: Ocorre
quase da mesma forma que o respondente, só que a reação nunca pode ser
antecipada, pois não é inexorável.
·
Dois
tipos de reflexo:
à Condicionado: São
os que ocorrem de maneira “artificial” nos pareamentos. Nos exemplos
anteriores, salivar com comida é natural; salivar com música, não: ele foi
condicionado.
à Incondicionado: É
o que acontece de forma natural e inexorável em um dado contexto, como a
salivação diante de comida e a contração da pupila diante de luz.
·
Dois
tipos de estímulo:
à Neutro: São
os que, em condições normais, não provocam um comportamento respondente, como a
música, que em geral não provoca salivação.
à Eliciador: É
o que invariavelmente causa a resposta esperada e previsível, como a comida,
que provoca salivação.
·
Dois
conceitos da Lei do Efeito:
à Força: É
a frequência com a qual o ato ocorre. Reforçamento
é o que se observa quando a frequência do comportamento (força) aumenta.
à Consequência: É
o que o próprio nome indica mesmo.
·
Dois
tipos de reforço:
à Positivo: São
os que atuam para fortalecer um comportamento que o precedeu.
à Negativo: É
o que tanto fortalece a resposta que remove um comportamento quanto o que
enfraquece a resposta que produz um comportamento. Ex: cobrir os olhos diante
de uma luz muito forte “fortalece a resposta”, visto que a gente sempre tentará
cobrir os olhos para se livrar do incômodo; cobrir o seio com café para o bebê
parar de mamar é um exemplo de “enfraquecimento da resposta”, pois se o bebê
provar aquele gosto amargo sempre que quiser mamar, uma hora ele vai parar de
querer mamar para evitar o sabor do café. Isso seria a extinção do comportamento, pois ele pode sumir completamente ao
invés de apenas diminuir.
·
Reforçamentos
e intervalos:
à Intermitente: Ocorre
quando a recompensa é oferecida alternadamente ao invés de sempre. A recompensa
ocorre em intervalos de tempo regulares, que podem ser fixos ou variáveis.
à Comportamento supersticioso: Quando
a recompensa é oferecida “à toa”, a pessoa pode escolher um comportamento
aleatório para gerar aquela recompensa achando que funcionará sempre da mesma
forma.
·
Punição:
Um
método controverso que utiliza reforçamentos negativos muito aversivos para
extinguir um comportamento indesejado, como agressões físicas, choques
elétricos, ofensas pesadas, etc.
·
Contingência:
É a situação ou o estímulo criados para que uma resposta seja gerada. O
comportamento supersticioso deriva de um reforçamento não contingente, isto é,
como nada é exigido, o reforço que era a resposta pode ser “qualquer coisa”.
· Generalização: Ocorre quando se
generaliza uma resposta. Se você cumprimentar uma criança por ela chamar um
cachorro de au au, ela pode acabar chamando qualquer quadrúpede de au au. Eu
antigamente dizia que uma televisão sem sintonia tinha “dormido”, pois, quando
a perna ficava dormente, parecia formigar como o preto e branco da TV sem
sinal. Fazia todo o sentido quando eu tinha seis anos de idade.
EXTRA: Skinner me foi muito útil esse ano. Meu cachorrinho estava MORRENDO de medo da casinha nova que compramos para ele. Foi preciso um dia inteiro de muito ~reforçamento positivo~ e carinho, mas no fim ele aprendeu a usar e confiar na casinha dele!

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